A Música Não Existe

Compus essa música em 2017 após um “insight” que tive ouvindo uma canção que gosto muito chamada ” L`amore non esiste” (O amor não existe, em português). Então, tanto “A música não existe”, como o single que lançarei em seguida (sobre amor), se relacionam com uma vontade de desestabilizar qualquer ideal do verdadeiro significado das coisas. Não estou dizendo que música não existe, até porque obviamente existe, o que não existe é “a” música como algo universal que pode ser consagrado. O que é música já mudou muito na história da humanidade, muitos tiveram/tem a ousadia de dizer “isso é música” ou “isso não é música”, no final falaram bastante de si próprios. Resolvi fazer uma abordagem pouco romântica sobre a música, colocando-a num lugar potente de afeto, que afeta o mundo e as pessoas. É onde consigo dar conta do recado. Considero esse trabalho uma homenagem para “essa coisa” que move minha vida de forma tão significativa. Essa coisa que nem “coisa” é, e portanto tão difícil de vender de forma objetiva, assim como é difícil ser reconhecido como profissional quem a produz. Música não combina com o capitalismo e vai lutando para se moldar a ele, ou se chocar (onde me interesso mais). Não fiz um roteiro pré definido para o clipe, somente um roteiro de filmagem e estético. O foco era as sensações e desconstruções da realidade como a conhecemos. Como concebi a faixa gravada com ar bem setentista ( e com partes que trazem coisas dos anos 80 e 90), levei o clipe para esse lugar. A coisa menos pessoal que achei sobre o assunto foi a parte física da música que nos afeta através de ondas mecânicas e frequências, coisa que me interessa bastante e que salpiquei por todo o vídeo na minha tradução imagética. Por fim penso ainda que mesmo essa fatia da possível “natureza” física da música possa vir a se desconstruir um dia, basta lembrar que conseguimos ouvir músicas no pensamento, nos sonhos, sem conexão com o “mundo real” durante todo o processo, pode ser que no futuro venhamos a “sentir” música além do corpo físico e dos ouvidos, sem precisar de ar para que ela seja definida como tal, apesar de que eu digo na letra “enquanto houver ar ela viverá”, mas acrescento para corrigir: “enquanto eu respirar viverei com ela”.

Disponível em todas as plataformas!

Sobre a música:

Produção musical, gravação e mixagem: Mari Blue

Voz, piano, teclados, baixos synth, beats: Mari Blue

Bateria e baixo: Mário Wamser

Violoncelo: Federico Puppi

Masterização: Absolute Master

Gravada e mixada no estúdio Ouvido em Pé (Rio)

Sobre o clipe:

Concepção, direção, roteiro e edição: Mari Blue

Câmera: Mário Wamser

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