FORA DE SÉRIE

Deus!? Anda me testando
Que é pra ver se sou mesmo forte
Pra amar sem ter, não invejar sem poder
Viver sem contar com a sorte

Nem sempre a coisa é fácil
Mas pode um dia ser útil
Sentir a alma parar
E não deixar o corpo estático

Conseguir não ser narcótico
Manter pensamento lúcido
Poder se encantar com o lúdico
Sem perder o instinto prático

Deus!? Anda me testando
Que é pra ver se eu esqueço o norte
Pra andar sem ver
Aceitar o prazer
Poder também contar com a sorte

Me despeço e me desfaço
Me descaso com o fútil
E se a fumaça aumentar
Vou colocar no fogo fraco

Não preciso de um protótipo
Nem preciso ser inútil
Nem primeiro, nem o último
No rascunho me destaco

Isso não vai me converter
Seu tédio cava o que te fere
E o que o difere de você
Não tem valor
É sacrilégio

Mas eu tô fora de série
Fora do sério
Por recusar o remédio
Fora de série
Às vezes fora do sério
Por recusar o remédio

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